Comunidade de Atílio Vivácqua recebe orientação para identificação de serpentes peçonhentas e prevenção de acidentes

A comunidade de Atílio Vivácqua recebeu na última quarta-feira (13), um curso de capacitação em identificação de serpentes peçonhentas, manejo e prevenção de acidentes, que aconteceu na Sede da Fazenda Oriente, zona rural do município, com a presença de dezenas de interessados. A atividade faz parte do projeto de pesquisa “Herpetofauna do Monumento Natural Serra das Torres", da Dra. Jane Oliveira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e conta com uma equipe de dez pesquisadores, dentre eles os biólogos Mateus Leite e Rafael dos Santos, ambos do laboratório de Zoologia do Centro Universitário São Camilo de Cachoeiro de Itapemirim, que estiveram na equipe aplicando o curso para os participantes.

O curso teve como objetivo sensibilizar moradores locais, principalmente os que vivem em áreas rurais sobre a necessidade de conservação das serpentes, mas principalmente mostrar como lidar com esses animais sem correr riscos e sem pânico. A atividade aconteceu de forma gratuita, e contou com o apoio do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA) e da Secretaria de Meio Ambiente de Atílio Vivácqua.

 

Importância das serpentes para o equilíbrio da natureza

Serpentes são répteis que se alimentam de uma variada lista de espécies. Enquanto algumas se alimentam de anfíbios (sapos, rãs, pererecas), outras comem lagartos ou pequenos mamíferos, como é o caso das jararacas (Bothrops jararaca) e jararacuçus (Bothrops jararacussu). Outras como as corais verdadeiras se alimentam de outras serpentes. Devido a variada lista de itens alimentares das serpentes, estes animais são de grande importância na composição da cadeia alimentar, tendo uma função de controle natural das florestas.  

 

Importância médica das serpentes: veneno que cura

As serpentes peçonhentas  têm uma considerável importância médica devido à sua morbilidade e mortalidade humana. Cerca de 90,6% dos acidentes com cobras no Brasil são causados ​​pelas espécies conhecidas como jararacas (Bothrops spp), com um índice de letalidade de cerca de 0,45%.

Em termos de valores econômicos e medicinais, a toxina do veneno das jararacas tem sido considerados como importantes componentes para a prevenção do crescimento de células do câncer cervical em humanos, além da conhecida produção de medicamentos para controle de pressão sanguínea em todo o mundo, como por exemplo, o Captopril.

 

O que fazer ao encontrar uma serpente?

Desde os tempos mais remotos, as serpentes são temidas pelo homem e inúmeras lendas e superstições são disseminadas de geração a geração. A verdade no entanto, é que pouco do que se relata nestas histórias é verdadeiro e já estamos em tempo de aprender a lidar com estes animais considerando apenas o que de fato existe sobre eles.

É fato que serpentes possuem relativa capacidade de causar graves acidentes e portanto, o cuidado no manejo (quando necessário e permitido) destes animais é exigido. Os casos de encontros com serpentes devem ser avaliados sob diferentes condições, como por exemplo, encontros em áreas urbanas e encontros nas zonas rurais. Não são raros os registros de serpentes em áreas urbanas, próximas à áreas florestadas e nestes casos, a atitude ideal é imediatamente pedir ajuda ao Corpo de Bombeiros ou Polícia Ambiental para realizar a remoção e soltura da serpente em área protegida. Mais frequente ainda são os encontros entre trabalhadores rurais e serpentes. Neste segundo caso, o máximo cuidado é necessário, tanto para proteger o trabalhador quanto a serpente. A remoção da serpente para uma área distante daquela onde a atividade está ocorrendo deve ser feita com equipamento que permita ao trabalhador estar a uma distância de segurança da serpente. Cabos de madeira com mais de 1,5 m para serpentes de porte médio permitem o deslocamento do animal sem colocar em risco o trabalhador.

 É importante lembrar que além da importância das serpentes para o equilíbrio na natureza, matar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização é passível de punição com detenção de seis meses a um ano, e multa (artigo 29 da Lei nº 9.605/1998).

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Data de Publicação: quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

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